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Curso Livre: Anima

Currículo

  • 3 Sections
  • 18 Lessons
  • Lifetime
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  • Abertura
    1
    • 1.1
      Boas Vindas
  • Jornada
    13
    • 2.1
      Ella: A que brilha
    • 2.2
      Culto da Terra e do Tempo
    • 2.3
      Ecos vivos dos escombros
    • 2.4
      Xamanismo Ibérico não é revivalismo
    • 2.5
      As Senhoras dos Caminhos
    • 2.6
      Brigid a Brilhante e desconcertante
    • 2.7
      A raiva construtiva: Introdução a Turibriga
    • 2.8
      A espada, o espelho e a folha
    • 2.9
      Quem abraçará a Morte?
    • 2.10
      A prática da Esperança
    • 2.11
      Para florescer é preciso morrer primeiro
    • 2.12
      Considerações animistas sobre a lenda Arturiana
    • 2.13
      A Velha Mulher na Caverna torna-se um Pássaro
  • Fecho
    4
    • 3.1
      Sou Bruxa
    • 3.2
      Repor mais do que retiramos
    • 3.3
      Bare Heart on Earth
    • 3.4
      Ode ao Chão da Floresta

Repor mais do que retiramos

A desconstrução da identidade colectiva como caminho para a identidade profunda

O nosso conceito de troca e reciprocidade está equivocado.
Cremos, que para haver funcionalidade numa relação tudo deve ser dividido a 50%.
Se virmos a sazonalidade da Terra, há um fluxo fluído entre humidade, secura, calor, frio, tempo diurno, tempo nocturno. No centro, estão o que está a acontecer e o que é necessário que aconteça para a preservação da vida. Daí que, a proporção da energia presente de um elemento é variável e raramente é 50% / 50% no mesmo momento.
Se no Solstício de Verão temos uma muito maior proporção de calor, tempo diurno e secura, já no Solstício de Inverno teremos o oposto. Se no início de Fevereiro temos a celebração das candelárias que nos fala da força do fogo solar e da vitalidade da semente que inicia o despertar, também celebramos a força abundante das chuvas, das águas que degelam nos leitos dos rios e retornam ao fluxo para, juntamente com a luz solar, nutrir a semente para que germine, brote, floresça.
Pergunto-me como seria se nas nossas relações, mais do que ao centro existir a metade / metade constante, existisse o lugar do presente: o que está a acontecer e o que é necessário que aconteça para ser reposto o equilíbrio e preservada a continuidade sã da vida?
Quem tem partilha recursos, quem não tem recebe e tem a oportunidade de aprender a desenvolvê-los. Quem ensina aprende, quem aprende também ensina. Nunca nenhum lugar é impermeável, todos são porosos, permeáveis, porque é aí que se criam relações, na intersecção.
Num momento em que o diálogo colectivo nos fala de igualdade: igualdade não é apenas dar as mesmas oportunidades agora. É perceber que não temos todos a mesma história, percursos, lugares de origem e que isso faz toda a diferença. Carregamos o passado. Quem carrega trauma social não poderá ver a sua reparação se os descendentes de quem o inferiu não assumem que aconteceu. Se no passado foram retirados elementos agora têm que ser restituídos, para além apenas do perdão, que tantas vezes é um penso rápido para evitar as várias camadas complexas de cada situação e momento.
Daí que, talvez tenhamos que aprender que todos os lugares de abundância são necessariamente lugares de partilha, mas não de imposição de aceitação ou dádiva. Afinal, tantas vezes quando pedimos perdão já lhe imputamos a obrigatoriedade de aceitação do outro. Mas não é assim. O perdão é um compromisso com uma revisão constante de comportamentos e sua reparação. Não é um penso rápido. Não acontece na metade/ metade mas antes no lugar onde agora dou na totalidade porque algo foi retirado em tanta demasia que fez dano. Quem pode, sente e quer assume esse espaço da reparação através da reflexão e do compromisso com a transformação de atitudes, sejam suas ou herdadas.
Então:
Se foi retirado do planeta vivo mais do que foi reposto: chegou a hora de retornar mais do que retiramos.
Se houve colonização, escravidão: chegou a hora de assumir as suas vítimas e os seus cúmplices. De estudar a nossa história civilizacional sem romantismos e perceber que causamos dano e não, não pode ser mascarado por nenhuma mais valia de nenhum tipo. Retirar a liberdade de um indivíduo e coloca-lo em servitude é grave, faze-lo a etnias inteiras é criminoso. Depois, temos que perguntar onde começou essa ideia de poder sobre o outro e sobre a terra. Então iremos perceber que também nós fomos colonizados, há tanto tempo que já não sabemos de outra identidade que não a nacional. As nossas tribos vergadas sangram ainda nos ossos da memória, na invisibilidade.
Falam-nos de quintos impérios monárquicos, vindos de nevoeiros, quando não sabemos sequer o nome das nossas tribos originais. A nossa dissociação é tão imensa que não colocamos sequer a hipótese de ser de outra forma muito distinta a história que nos foi contada. Afinal, quem beneficia desta narrativa?
Como se faz esta transformação? Essa é a questão a manter viva, acesa, desperta.
Começa por entrar na vulnerabilidade de não saber quem somos, colectivamente. De resgatar, remembrar pedaços, sempre com a reparação do que emergiu do nosso dano para a afectação dos outros, daqueles sobre quem perpetuámos os danos e gestos violentos que esquecemos que nos foram feitos.
Não é metade/ metade. É dar, estar,ser inteiramente com a noção clara de que todos somos filhos e filhas de tribos quebradas e que por isso em nosso nome tantos dos nossos homens e mulheres foram obrigados a quebrar outras tribos, por ordem de quem considerava que isso era o melhor a fazer.
É ter clareza dos nossos fragmentos sem retirar ao outro o lugar de sentir as suas dores e quebras. Talvez aqui, nesta fragilidade, possamos então perceber que como a semente, brotamos do mesmo chão e ao lado uns dos outros. Talvez aqui comece um diálogo onde não, não somos todos iguais mas temos os mesmos direitos. Há lugar para a bem-vinda diferença complementar e para a multiplicidade.

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